MIDIA

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Por Eduardo Lemos - Jornalista


Os primeiros 25 segundos de “Joanninha”, música que abre o primeiro disco de Aline Reis, são suficientes para o ouvinte atento entender que este não é mais-um-disco-novo-de-mais-uma-nova-cantora-da-nova-música-brasileira. Esqueça todas as comparações. Aline é diferente de tudo. E é difícil não fazer poesia quando se tem que escrever sobre este disco. Sua voz é aquele vento que entra quando você abre a janela de manhã, que refresca e energiza imediatamente. Suas melodias passeiam livremente e os arranjos nunca atrapalham esse bom andar. Suas composições são intrigantes. “Acorda Alice”, a segunda faixa, é um bom exemplo: pra onde Aline vai nos levar com essa frase que se repete por quase toda a canção? Deixe estar. Estamos em boas mãos.
E ela ainda faz dançar (“Moleque”, “Confrontos”) e ainda alcança a síntese do fim de uma dor de amor em “Homenzinho do Asfalto” (“vai ter um dia que vou passar por você / e meu coração não mais”). Munida de participações de grandes craques da nossa música – Benjamin Taubkin, Marcelo Dworecki, Ricardo Herz, Swami Jr., Caçapa e outros – Aline flutua pela música caipira, carimbó, samba, funk, jongo, baião e entrega um dos melhores discos de 2016. Por Eduardo Lemos - Jornalista. Link da matéria: http://www.azoofa.com.br/blog/lancamentos-azoofa/os-5-melhores-lancamentos-julho


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Link da matéria: http://www.listenoutside.com/2016/08/06/aline-reis-ladybug/

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